Relógio do Juízo Final segue próximo do fim do mundo, mas não acelera em 2024

Quer saber 0.5 gols o que significa. O Bulletin of the Atomic Scientists atualizou nesta terça-feira o Relógio do Juízo Final (“Doomsday Clock”) e manteve a marca de 90 segundos para a meia-noite, a mesma de 2023. Este relógio simbólico avalia o quão próximo a humanidade está de potenciais desastres globais.

No ano passado, pela primeira vez desde sua criação em 1947, o Relógio foi ajustado para 90 segundos para a meia-noite, o período mais próximo já registrado. Para 2024, os cientistas do Bulletin of the Atomic Scientists justificaram essa decisão destacando o risco crescente de uma escalada nuclear devido à guerra na Ucrânia e ao aumento nos investimentos em arsenais nucleares por China, Rússia e Estados Unidos. Além disso, as mudanças climáticas foram citadas como um fator crítico, após 2023 ter sido o ano mais quente registrado, com eventos climáticos extremos afetando milhões globalmente.

O Relógio do Juízo Final não é apenas uma ideia de marketing, mas uma representação simbólica baseada em cálculos complexos que consideram a probabilidade de eventos catastróficos como guerras nucleares, epidemias e mudanças climáticas. Desde seu início, em 1947, quando marcava sete minutos para a meia-noite, passando por momentos de maior tensão durante a Guerra Fria e ajustes recentes devido às ameaças contemporâneas, o relógio serve como um alerta para os desafios enfrentados pela humanidade.

Criado pelo Bulletin of Atomic Scientists, originalmente focado em ameaças nucleares e posteriormente incluindo as mudanças climáticas em 2007, o Relógio é definido anualmente por especialistas em consulta com um Conselho de Patrocinadores que inclui ganhadores do Prêmio Nobel. Seu propósito é conscientizar sobre crises globais e incentivar ações urgentes para mitigar esses riscos.